quinta-feira, 21 de maio de 2015
quinta-feira, 16 de abril de 2015
...de SP a selva de pedra, até Machu Picchu a floresta de luz Pachamama...
[...]
A
natureza que esculpe formas
Animais
que se transformam em deuses
Homens
metamorfoseiam-se em santos juntamente com suas escritas
Cortesãs
que carregam o manto e convertem-se em virgens
E alí
está depositada a fé que move montanhas
Sucumbir
é mais fácil que agir
Para o
alto e avante
[...]
sexta-feira, 13 de março de 2015
terça-feira, 3 de março de 2015
Ver...não é apenas com os olhos...
A significação é invisível, mas o invisível não
está em contradição com o visível: o visível tem uma estrutura interior
invisível, e o invisível é a contrapartida secreta do visível.
M. Merleau Ponty
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
Até que o sentimento floresça...e um dia envelheça...
Lavradores
Plantar
consciência
Reticencias
Do topo da copa das árvores
Aos tons de verde suas folhas
Plantar consciência
Doar
Passar para o próximo
Assim semeia o bem maior
Plantar consciência
Semente
Distribuir aos montes
Sem restrição a quem for
Plantar consciência
Cultivar
Germinar o verdadeiro amor
Um dia alcançar o incondicional
Plantar consciência
Desapegos
Proliferar bons pensamentos
Tornar único todos momentos
Plantar consciência
Vivência
Coerência ao verbalizar a fala
Seja lá qual for o seu real tempo
Plantar consciência
Decência
Firmeza nos atos
Confiar no que vem do alto
Plantar consciência
Mistério
Conexão com o plano
Desvendar o poder oculto
Plantar consciência
Aprendizado
Melhor quando reciproco
A troca está em ambos os lados
Plantar consciência
Educação
Está na escola como na vida
A grande teia que une e ensina
Plantar consciência
Sabedoria
O tempo se faz em louvor
Como recompensa seu ardor
Plantar consciência
Riqueza
Brilho que se faz em saúde
Beber na fonte pode ser amiúde
Plante consciência...
Fev./2015
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Quanto maior o contato com a natureza, mais nos aproximamos da essência...
Em
janeiro de 2015 tive o privilégio de poder voltar à rota Bolívia e Peru pela
segunda vez, que é um percurso bem comum na agenda de muitos mochileiros. Nessa
nova jornada fiz algumas coisas que deixei de realizar em minha primeira ida em
janeiro de 2008, como por exemplo, de conhecer a Isla Del Sol no lago Titicaca
(que está do lado da Bolívia na cidade Virgen de Copacabana [nome esse que deu
o título a nossa bela praia do litoral carioca]) como também a vivência de quatro
dias e três noites na trilha Inca, até atingirmos o ápice no vale sagrado dos
Incas em Machu Picchu e assim poder finalizar com a subida de mais ou menos uma
hora na montanha Huayna Picchu que está 2.720 metros acima do nível do mar.
A
Isla Del Sol é sagrada para a cultura Inca onde se encontravam os santuários
das "vírgenes del sol", dedicado ao Deus Sol e hoje vivem nela tribos
indígenas de origem Quechua e Aymara. Para chegarmos a isla pegamos um barco
que leva em média uma hora e meia até a região norte da ilha. Ao desembarcarmos
tínhamos a opção de voltar no mesmo barco ou caminhar os 8 km até o lado sul
que leva umas três horas, nossa escolha foi de seguir caminhando esses
belos quilômetros para poder conhecer sua natureza. O caminho é bem tranqüilo, e
sua natureza é de uma beleza rara que ao avistarmos o lago Titicaca com seu
azul turquesa que se misturam as montanhas, da uma sensação que até parece que
estamos de frente a um grande quadro pintado a céu aberto, uma visão surreal e
linda, que tínhamos como conseqüência da trilha as playas desertas e alguns vilarejos, que volta e meia se via um
nativo que ao perceber nossa presença evitavam qualquer tipo de contato.
Fazer
a trilha Inca era uma idéia que eu já alimentava há seis anos, tempo esse que
se faz desde a primeira vez que percorri esse trajeto entre Bolívia e Peru. Para
poder caminhar na trilha é preciso ter a consciência sobre alguns requisitos
como: familiaridade com a natureza, disposição, alimentar bons pensamentos, espírito
de equipe, paciência, força interna e externa, bom humor, livre de vaidade,
dentre outros aspectos que estão ligados ao que nos venha tirar de nossa
rotina. Caminhávamos durante o dia, a partir das seis da manhã até o final da
tarde, exceto o segundo dia que nos exigiu uma subida de mais de cinco horas
com infinitos degraus, até atingirmos 4.215 metros de altitude onde paramos por
volta das duas horas da tarde. Os acampamentos não possuíam nenhum tipo de
energia elétrica a não ser de nossas lanternas e os banheiros não tinham vasos
sanitários, apenas um buraco com suporte para colocar os pés onde tínhamos que
agachar de cócoras e assim fazer as necessidades ,
como também três dias sem banho onde lenço umedecido ajudou muito.
Foi
um privilégio poder seguir no percurso do caminho sagrado dos Incas, caminhos
de pedras que volta e meia se serpenteava sobre desfiladeiros e abismos entre
subidas e descidas com uma visão exuberante das montanhas que exalavam sua imponência.
A riqueza da biodiversidade que a natureza nos apresentava a cada passo,
mesclando temperaturas quentes e frias em fração de segundos com a agradável presença
da chuva. Sítios arqueológicos que nos contavam um pouco de suas histórias, instigando
nossa imaginação como que um complemento a mais sobre seus estilos de vida. Minha
imensa gratidão ao grupo de pessoas que fizemos parte e intitulamos o nome do
grupo de El Condors, que estava composto
por brasileiros, argentinos, americanos, espanhóis, holandeses e os nativos que
se dividiam entre os guias, cozinheiros e grupo de carregadores (pessoas
especiais).
Ao
chegarmos no vale sagrado de Machu Picchu tivemos duas horas de visitação
guiada pelos próprios guias da trilha, depois disso tínhamos o tempo livre para
caminhar sobre a cidade Inca. Confesso que já não tinha mais forças em minhas
pernas para andar, porém, fechamos no pacote da trilha à subida a clássica montanha
Huayna Picchu. Quando cheguei ao vale já tinha comigo que deixaria de subir na
montanha, mas depois de saber que alguns integrantes do grupo também
desbravariam a façanha de conquistar o topo, acabei me animando e claro que com
mais um pouco de combustível, as milagrosas folhas de coca, sem elas jamais
conseguiria. As hojas de coca (assim
chamada pelos nativos) têm um valor benéfico à saúde e serve como alimento e de
uso medicamentoso quando consumida em seu estado natural. No meu caso tirou o
cansaço, a fome e sede e o frio como também um alívio nos efeitos da altitude,
fatores essências para quem vai fazer essa trilha que exige muito da gente.
Gratidão
Pachamama!
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
amizade com mais de 20 anos...
Natural
O
sorriso estampado em sua cara
Essa
é a tua marca registrada
Batalhador
de longas estradas
Encara
com disposição as jornadas
De
gazetinha e mais rápido que e-mail
Eis
que um dia virou a própria notícia
Se
ligou que a sacada é sair de cena
Na
boca dos repentistas virou gugu
Sai
dessa vida
Vai
pra outra batida
O
que passou é sem volta
Agora
vai se abrir a lua nova
Bolinha
sempre quicando de lá para cá
Aprendendo
todavia com os cara natural
Está
sempre bem ligado nas inventadas
Figurinha
marcada das mais carimbadas
Vem
aprendendo educar a criança interior
Até
um dia assim sanar toda a sua dor
O
que mais vale é poder dar risada
Um
antídoto que digere como piada
Conversa
com os índios
Escuta
integrantes de tribos
Ensinamentos
do mundo das idéias
Filosofia
praticada desde os tempos
Vem
lapidando a força da bruteza
Empenhado
em conquistar a sutileza
Pedra
dura tanto bate até que ela fura
Com
paciência sabe que o tempo traz cura
Dono
de um coração que jorra sentimento
Foi
despido para assim começar do zero
Uma
das receitas é estar bem vacinado
Graças
à espiritualidade está vencendo
Hoje
começa a respirar um novo ar
Pronto
para recomeçar em seu lar
Depois
de um belo banho de mar
Lava
a alma para aí assim andar
Jan.\2015
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