terça-feira, 29 de julho de 2014

caçula de casa...



Sentimento puro
Por onde você esteve moleque!
Nesse tempo todo que passou?!
O meu dia hoje foi corrido!
E você o que fez por aqui?!

Ao chegarmos da batida diária
Você nos recebe com alegria
Sua felicidade é contagiante
Torna o momento marcante

Late ardido feito um doido varrido
Só acalma quando recebe atenção
Vive totalmente ligado à gente
O que passa em sua mente...

Faz uso de um reloginho biológico
Quando da hora pede o biscoito
E já vai devorando em segundos
Moleque Tedy você é malandro

Um serelepe cafunga
Moleque doidera pura
Manhoso cheio de frescura
Já estou mais que ligado na sua

Uma ferinha cativante
Quer atenção todo instante
Ai de quem contrariá-lo
Muito menos pegar seus brinquedos

A curiosidade o instiga
Ainda mais quando chegamos
Quer até saber o que conversamos
Como que se entendesse nossa língua

Ir passear na rua é secundário
Pois a casa já lhe é o necessário
Carros e motos lhe incomodam
Suas necessidades até somem

Cheira tudo que está a sua visão
Zóio de lula que pula de lá pra cá
O sofá é seu trampolim predileto
Deixando-o assim mais inquieto

Tornou-se a criança da casa
Nenezinho mimado por todos
Adora receber nosso carinho
Evita ao máximo ficar sozinho

E assim vai se tornando um reizinho...
Jul./2014

quarta-feira, 16 de julho de 2014

aprendendo como gente grande...



Pulverizando sentimentos
A verdadeira amizade vai além dos caprichos
Está muito acima do que temos como vaidade
Situações de fato acontecem para evoluirmos
Tudo vai depender do quanto nos permitirmos

O que é certo ou errado diante o que imaginamos
A maneira de que vemos o mundo e assim julgamos
A sociedade impõe valores e acatamos sem pensar
O piloto automático faz com que ignoremos o cuidar

Buscar vez outra opinião pode sim ser mais fácil
Comodismo tanto pode mascarar como distanciar
Estamos preparados em nos colocarmos a prova?
Um convite que ignoramos quase desde sempre

Heranças antepassadas cada vez mais nos somem
O que vem então acontecendo com o ser homem
Para onde está caminhando todo valor humano
Tudo passa num piscar aos olhos do cotidiano

Todavia que estamos sendo testados a condições
Até que ponto colocar os pensamentos em prática
Seguir o que o coração sinaliza como algo benéfico
Deixar opiniões alheias indutivas de cunho maléfico

As disputas se fazem as grandes quedas de braço
Sem se importarem como que pancadas no baço
Onde esquecem que machucamos a si mesmo
Pois toda a contribuição está em si próprio

O caminho é a busca de consciência na humanidade
E cada um de nós aqui deve sim fazer a sua parte
Seja lá o que aconteça diante aqueles que lideram
Temos capacidade em seguir uno aos que despertam

Avançar com firmeza na batida da estrada da vida
Uma prática que vem sendo exercida por poucos
Porém sabemos que está à disposição de todos
Basta ouvir a voz do silêncio que nos habita

Vamos esborrifar o calor do afeto nas feridas
Cultivar o amor que nos presenteou em existência
Florir esse belo jardim em sua exuberante vitalidade
E assim poder entender todo enredo de nossa realidade
Jul./2014

quarta-feira, 28 de maio de 2014

SIM vivo SIM de poesia SIM



Assim é lá (Cabana da Paz)
Abre-se o trabalho regido a uma oração
Feita a oratória conduzida à voz do coração
Cerimônia dirigida com proteção das divindades
Ajoelhamos sob a saudação de todas as entidades

Da vivencia agregadora em uma Cabana
Do formato antigo como que numa choupana
Batalhas foram travadas ate se firmar em capaz
Hoje alimentam como também pregam absoluta paz

A realidade muda de face com a chegada da espiritualidade
O mundo etéreo se faz presente acompanhado das egrégoras
Realçando assim a mediunidade que trabalha em cada ser humano
Trabalho lapidado de mentores a favor de toda evolução terrestre

Cultuamos ate então a diversidade das medicinas naturais
O auxílio da verdadeira cura da alma que exige certa paciência
A confiança que sinaliza e como uma bússola nos mostra o atalho
Temos então oportunidade de nos despirmos de uma velha roupagem

Os encantos de sabias palavras que sussurram em nossos ouvidos
Tem como caráter primal nos conduzir e guiar diante os pedidos
Basta nos permitirmos ao voto de confiança para o novo prenúncio
Pois o que nossa visão capta é apenas a ponta de um imenso iceberg

O cachimbo sagrado passa e sopramos a fumaça
E que assim sempre sejam abençoadas todas as raças
Antigas civilizações ensinam e ali curam ao tom na alta graça
Seus costumes e culturas dilaceram as mais crônicas couraças

Uma mistura entre tabaco e ervas que transformam o rapé
O assopro vital conduzido pela energia contagiante de um Pajé
Seu Tupinambá um caboclo feliz que vem de uma região costeira
Com seu enorme cocar de penas nos abençoar com a sua maneira

A Sananga um colírio feito da raiz de uma planta amazônica
Quando aplicada queima feito fogo sanando a visão daltônica
A leitura até então de vida sem tom volta a ter seu colorido
Caminhos se abrem como que em um passe de magica merecido

Seu altar se constitui em imagens e velas na Cabana da Paz
Porque todo o respeito ali se deve sendo que assim se faz
Toda a atmosfera do ambiente como entendimento lá jaz
É um privilegio do plano a sutileza do amor que nos traz

Salve a Cabana da Paz!
Maio/2014