quarta-feira, 19 de novembro de 2014
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
meu...teu...nosso...vosso
Caminantes
É
mais prático se apegar ao que é aceito socialmente
Ainda
mais quando se diz amém a posição de status
De
quantas máscaras ainda temos que nos despir
Fingimos
por comodismo ou nem nos damos conta
Romper
as couraças leva de encontro ao questionamento
Requer
esforço como a um exercício de fortalecimento
Traje
fino cristalizado toma forma de cara ossificada
Difícil,
porém possível desfazer o molde da armadura
Evitando
a si próprio perdemos uma grande oportunidade
De
olhar para própria sombra em sua estranha realidade
Ninguém
está isento da sua parte de responsabilidade
Tudo
o que acontece tem lá sua parcela de validade
A
entrega quando feita com o coração
Supera
a expectativa, desfaz fantasias
É
fundamental saber aquilo o que queres
Ter
a devida confiança naquilo que exerce
Sem
se importar demais com o que o outro acha
É
importante se concentrar e assim ignorar a fala
O
grau da plenitude se revela quando a mente cala
Toda
tensão soa como a metralhadora cheia de bala
Direcionando
a energia em prol da rota celestial
Exercitando
sempre a prática da higiene mental
Tornando
essencial o combate ao crime espiritual
Respirando
melhor e limpando a poluição ambiental
Toda
dedicação tem o trabalho em seu sacro ofício
Ato
talhado a cada passo que se expressa na caridade
Com
o chamado da boa ação assim podemos aprender
Temos
parcela de tudo um pouco no jeito do outro
Com
um bater de asas o entendimento se completa
Os
pés enraizados nos sustentam como que alicerces
Peneirar
sempre as informações é importante para si
Evita
falsas conclusões e situações de constrangimento
Ingenuidade
por muitas vezes serve até como proteção
Nem
tanto demais como também de menos na atuação
A
contribuição de cada um de nós é fazer sua parte
O
caminho do meio é a busca incessante ao equilíbrio
Temos
direito de alcançar momentos de transcendência
Seja
lá no meio qual for à revelação do extraordinário
Com
sabedoria escolhemos aquilo em que se alimentar
Livre
arbítrio está tanto de um lado como do outro
Nov./2014
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Luz na consciência...
Somos todos iguais com costumes diferentes
Somos todos diferentes com costumes iguais
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
dentro de cada frasco...
Reticências
Toda
essência se preserva quando mantemos o segredo
Dependendo
de como falamos nos distanciamos da origem
Todo
o mistério provém de uma existência da vasta criação
Que
perde seu valor se verbalizado sem fundamento no teor
A
firmeza apresentada é quem guia e se transmuta em confiança
Assim
que se forma a grande conquista no ato do laço da aliança
Extraordinária
se torna a manobra executada a cada façanha
Que
exige certa habilidade em seu exercício na artimanha
Somos
apenas um pingo no i de tudo que existe desde então
Impossível
um entendimento total da compreensão universal
Existe
uma parcela de entendimento que vai além do racional
Importante
que respeitemos os processos em cada momento
Simples
mortais e tão pequenos como que grãos de areia
Assim
estamos nessa vasta imensidão na qual fazemos parte
E
como que uma peça de quebra cabeça, formamos parte do todo
Cada
um de nós tem sua importância e contribuição para o equilíbrio
Em
primeiro lugar precisamos aprender a conviver com respeito
Para
um mundo melhor dependemos de cada ser vivo em seu espaço
As
diferenças estão presentes para agregar valores em sua conduta
Sendo
que se pode sim aprender com o jeito do outro no modo de viver
O
caminho é único e particular na vida que cada ser vivo tem de seguir
Feliz
dos arrojados que se submetem ao entendimento em aceita-lo
Nada
fácil será sem as dificuldades que se mostram como provações
Essa
é a grande oportunidade da descoberta da própria terra à vista
Com
os erros e acertos temos a oportunidade do aprendizado
Quem
foi que disse que iria ser fácil a trajetória da caminhada
Por
mais que possa parecer utopia uma vida mais plena, humanizada
Quem
sabe teremos ainda um mundo mais harmônico, justo e civilizado
Salve
toda natureza que reside e vive dentro de cada um de nós
Dela
viemos numa viagem cósmica de muito longe a milhões de anos
Aqui
embarcamos como novos moradores e hoje antigos tripulantes
Fomos
migrados e gerados entre calor e frio a claridade e escuridão
Pai
Céu nosso, o grande arquiteto do universo e dono do infinito
Mãe
Terra nossa, que gera em sua placenta dando forma a esfera
Vô
Sol vosso, que aquece todas as vidas com seus raios cor de ouro
Vó
Lua vossa, que ilumina com um cintilante que se traduz em prata
Faça
sol que se expõe a cada nascer como descansa ao final do poente
Caia
chuva em gota cristalina que venha regar esse imenso belo jardim
Seja
dia em sua mais pura luz até que chegue lentamente o entardecer
Como
noite que rompe madrugada afora e que se apresente o amanhecer
...
Out./2014
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Foi uma vez...num mundo distante...
A
METADE EM FALTA
O
filósofo Platão explicou a natureza do amor contando um mito a respeito dos
primeiros seres humanos, que eram criaturas circulares cada uma delas com duas
caras num único pescoço, quatro pernas e quatro braços.
Zeus
(Júpiter) ficou furioso com estes primeiros humanos por terem desafiado a regra
dos deuses e partiu cada um deles ao meio, deixando a humanidade apenas com uma
cara, dois braços e duas pernas. Zeus ameaçou ainda os seres homens de que se voltasse
a haver problemas, os partiria novamente ao meio. E assim, apenas com uma perna
e um braço cada um, reduzidos a deslocarem-se aos saltinhos para todo o lado,
aprenderiam a tratar os deuses com respeito.
Segundo
este mito, todos nós somos metades de um todo, cada um de nós procurando
ansioso a metade perdida. O amor, segundo este mito, é o desejo de procura do
todo.
Livro:
Mitologia – mitos e lendas de todo o mundo, p. 52, 2006.
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