quarta-feira, 11 de novembro de 2015

"Não cruzarás o mesmo rio duas vezes, porque outras são as águas que correm nele." Heráclito de Efeso

crescere
Plantar consciência é tão duro
Quanto pegar no cabo da enxada
Arar a terra pode ser uma opção
Vai depender muito da disposição

Se colocar no lugar do outro
Ajuda a entender muita coisa
Dialogar é o caminho do acerto
Ajuda ver o processo presente

Todo conhecimento tem um preço
É muito importante estar aberto
Saber que adquirir consciência dói
Porém é saudável esse aprendizado

O desconhecido gera desconforto
Pode assustar por estar inexplorado
Depois do revelado bem familiarizado
Um novo horizonte de fato restaurado

Depende do esforço de cada pessoa
É possível chegar a um comum acordo
Podemos ir de encontro ao bem maior
Como um canal de ligação sintonizado

Os privilégios da boa ventura se mostram
Independente de como seja lá o trajeto
A caminhada tem o preço em conquista
E assim nos proporciona oportunidade
                                              
Visitaremos lugares sagrados e intocados
Do contato que guarda e zela o venerável
Diante dos mistérios da vida que atraem
Que se entrelaçam ao poder do oculto

A revelação essencial do tesouro que temos
Ao decifrar da herança seus conhecimentos
Como ter do merecimento seu entendimento
De quando um ensinamento chegar até vós

Importante saber fazer o bom uso e replicar
Como dos frutos gerados por suas sementes
Sempre garantem a próxima safra da estação
Com a contribuição das aves na sua proliferação

Continue plantando independente da situação
O mais importante de tudo é escutar o coração
É a única voz que está presente em toda ocasião
E jamais abandonará aquilo que temos como opinião
Nov./2015

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Do contato em outra realidade

Memórias
As escrituras sagradas registradas em cavernas
Os indícios rupestres deram os primeiros sinais
Das rochas talhadas em letras com seus dizeres
Deu-se início a uma comunicação entre os tempos

A pedra já fora lascada na era paleolítica
O primeiro passo ao aprendizado neolítico
E assim vamos conhecendo os nossos instintos
Sem que nos esqueçamos dos contatos divinos

Tem pessoas que encontramos
Até parece que as conhecemos
Mas que sequer jamais as vimos
Que toca lá no fundo bem íntimo

Gente que entra e sai em nossa vida
Parentes queridos mesmo que distante
Os amigos do dia a dia sempre presente
Karma e Dharma traduz o efeito da ação

Dos costumes que temos
Sem saber porque fazemos
Herança da linha ancestral
Contato da essência natural

Resgatar de onde originamos
Ajuda seguir sem tantos danos
As vidas passadas e suas etapas
Das lembranças e as semelhanças

Dos lugares que visitamos
Que nos fazem voltar no tempo
Sensação de que até já vivemos ali
Lembrança que reflete outra época

Entes queridos se vão e deixam saudade
Um dia temos a esperança do reencontro
Por algumas vezes dão o sinal de passagem
Com intuito de nos enviarem uma mensagem

Cada vida contribui com a próxima geração
Aqui se faz e aqui se paga já diz o jargão
Temos um compromisso diante a missão
Sutil é o recado da frase em bordão

Herança que se traduz através dos símbolos
Antepassados ajudam compreender as imagens
Fenômenos da natureza em seus devidos lugares
Moradas que abrigam por caracterizarem os lares
Set./2015

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

O que se vêm fazendo do sagrado...religiões, filosofias, políticas, lutas e esportes...


A autoridade do homem sobre outro homem é uma usurpação do poder de deus e, longe de ser divina, pode ser considerada satânica, pois ambos não só estão no mesmo nível de manifestação, como são espécimes da mesma espécie, sendo, por isso, idênticos. O poder exercido por humanos sobre outros deve ser feito dessa forma por linha horizontal, enquanto o poder divino se manifesta verticalmente. O poder entre idênticos é um desiquilíbrio e uma ficção. Assim, a autoridade de um homem sobre outro reflete a repressão sobre si próprio. Por isso, concordamos que o ego é o mecanismo psíquico que não apenas justifica o exercício desse poder, como também o gera e o sustenta pela ilusão institucionalizada. 

Livro: Malungo: decodificação da Umbanda / Bento de Lima. p. 195, 1997.