quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

com carinho para quem foi um dia aquela que...

I-nadimy-ssível
Admiro sua coragem e decência
Da forma como encara um novo dia sem saber ainda onde pisar
Mas com a plena certeza e convicção
De que o sol apontara no horizonte

Seus gestos singelos como uma colcha de retalho
Tua presença que marca território
Seja lá qual for o auditório
O timbre da voz – agradável e inconfundível
O brilho dos olhos que transmitem vivacidade e tranqüilidade
A suavidade estampada no tom claro da pele
A aura mítica refletida em luz e energia
A maturidade confiante ao extremo
O domínio que toma conta de toda uma situação

Fugas às intrigas
Atenciosa por cortesia
Um cometa em ascensão
Preponderante por onde passa
A busca sagaz a espiritualidade
Que conduzira a sua missão
Tocar os corações
Suprir o vazio

Sabe que tudo acontece na hora certa
O tempo de Zeus

A beleza da velhice na fonte dos encantos
A estrela guiada por quem hoje deixa saudades

Sinais a serem decifrados
A mais um semblante apresentado

Meiga e cativante
Menina e mulher – a transformação em mutação
Sedutora e amável
Felina indomável e gente em extinção
Não se deixa refrear e esquiva-se
Aqueles que a querem sim preponderar sobre seu ser
És I-nadimy-ssível...
Nov./2007

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

um pouco de história

 T Ú P A C   A M A R U
Nativismo e Independência


reprodução
Macchu Picchu, local sagrado dos incas
O cacique peruano José Gabriel Condorcanqui, mais conhecido como Túpac Amaru, um descendente dos imperadores incas, liderou a maior rebelião indígena da história das Américas dos tempos coloniais. A sua insurreição contra o domínio espanhol colocou o seu nome entre os que tentaram, ao exemplo bem sucedido dos colonos norte-americanos, libertar as Américas da metrópole européia.

O Maior dos Levantes Indígenas


reprodução
Guerreiro inca
A revolta dos índios descendentes dos incas, liderados pelo cacique Túpac Amaru entre 1780-1781, foi a maior insurgência indígena desde a conquista do Peru, ocorrida no século 16. Seguramente tratou-se de uma das maiores insurgências da história da América Latina, somente equiparada em extensão e significado à Revolução Zapatista, ocorrida no México, 130 anos depois, entre 1911-17.
Os habitantes dos Andes haviam por quarenta anos resistido ao invasor espanhol até que o seu último chefe, Túpac Amaru I, foi preso e executado pelo vice-rei do Peru, Francisco de Toledo, em 1571. Desde então os vencidos foram submetidos a uma forma especial de trabalho com a adoção da parte dos espanhóis da encomiendas e da mita, que os reduziu a um regime de servidão ou semi-escravidão. Além disso, tinham que trabalhar sem salários nas obrajes, as pequenas tecelagens. Essa situação, somada às doenças e ao trato brutal que os conquistadores submeteram a comunidade indígena, foi a responsável pelo verdadeiro vazio demográfico que se abateu sobre a região andina por muito tempo. Foi contra essa exploração violenta que o cacique José Gabriel Condorcanqui, dito Túpac Amaru II, revoltou-se quase no final do século XVIII.

O Império Inca

reprodução
Um casal da nobreza indígena
O Peru, geograficamente, divide-se em três regiões distintas:

  • no oeste, à beira do Pacífico, encontramos uma costa árida, mas piscosa;

  • no centro erguem-se os Andes, a colossal cadeia de montanhas de quase quatro mil metros de altura e;

  • ao leste, fronteira com o Brasil de hoje, encontra-se a floresta amazônica. No período pré-hispânico identificara-se a existência de três culturas: a Chavin (circa de 1.000 a.C.), seguida da Civilização Huari (depois de 600 d.C.) e, finalmente a do Império Inca, destruído sistematicamente pelos invasores espanhóis a partir de 1532.

    reprodução
    Mapa do império inca (1463-1532)
    O império (chamado pelos incas de Tahuantinsuyo) possuía enormes dimensões, indo da fronteira do atual Equador até o Sul, até onde hoje é o Chile e a Argentina (tão extenso como de Nova Iorque ao Panamá) Estima-se que sua população oscilava de 3,5 milhões até 12 milhões de pessoas. As duas línguas mais faladas eram o quíchua (quéchua), na parte centro-norte, e o aimará (aymara), mais ao sul, além de existirem espalhados pelo território todo mais de 100 outros grupos étnicos, gozando de autonomia. Tal colosso era governado pelo inca da sua capital em Cuzco, auxiliado pelo Conselho Inca e pelos curacas (funcionários ou caciques).


  • quinta-feira, 17 de novembro de 2011

    quanta coisa ainda por descobrir...

    Caminhos da mente
    Eu não sabia que já sabia
    Que estudar é o melhor caminho
    Que quando a gente cresce tudo muda
    Que nossa família não é apenas parentesco

    Eu não sabia que já sabia
    Com humildade se vai lá longe
    Com paciência se ganha uma vida
    Com inteligência se abrem os caminhos

    Eu não sabia que já sabia
    Brincar na rua é a maior delicia
    Jogar bola na chuva de verão é alegria
    Soltar pipa nas férias é falar com o vento

    Eu não sabia que já sabia
    A cultura é uma herança infindável
    A politica é uma relação lastimável
    A união de tudo poderia ser amável

    Eu não sabia que já sabia
    De que o poeta maluco encanta
    De que as notas musicais leva a dança
    De que acreditar em utopia da esperança

    Eu não sabia que já sabia
    O susto tira o soluço
    O copo mata a sede
    O gole da cajibrina

    Eu não sabia que já sabia
    Do sabiá que sabia assobiar
    Do seu canto que encanta o dia
    Do seu belo voo que enfeita a praça

    Eu não sabia que já sabia
    Daquele primeiro beijo na menina dos olhos
    Daquela medalha no campeonato da escola
    Daquilo tudo que não sabia e agora sei

    Quanta coisa ainda de que não sei
    Que ainda descobrirei...
    Nov./2011

    quinta-feira, 10 de novembro de 2011

    conhecendo e nutrindo o outro lado

    Enteógeno o sentimento oceânico
    As coisas não são como a gente pensa
    E sim como realmente simplesmente é
    Um jeito de ser pode causar estranheza
    Causa um impacto aparentemente tênue

    Cada significado tem lá sua validez em vez
    Laços que conduzem a sua fluidez em tez
    Traços que identificam uma raça de cor
    Entrar e sair pela porta da frente sim

    De nada adianta o querer fugir de si próprio
    Sendo que todo sentido esta consigo mesmo
    Passa o tempo e assim segue todo momento
    Impetuoso é o sento guiado ao cata vento

    Catapulta joga alto lá longe do outro lado
    Parece que a gente fica noutro esquadro
    O mundo interior se apresenta em nuance
    Tudo aquilo que nos passa sobre relance

    Uma coisa é aquilo que aparentamos ser
    Outra é aquilo o que realmente somos
    Bebendo a poção na fonte do saber
    Alcançaremos todo nosso querer

    Tudo esta ligado como ramificação
    O todo se torna parte da criação
    Como uma teia estamos unidos
    E assim seguimos munidos

    Os sentidos se afloram e aguçam
    A linguagem corporal e suas posições
    Muda o pensamento a cada movimento
    A luz interior banha todo entendimento

    Se vê de onde originou a semente
    Como foi durante um tempo remoto
    Pra onde quer que esteja o lugarejo
    A conquista atracada em seu porto

    Duma vila camponesa vim assim
    Numa vila camponesa vivi comum
    Pruma vila camponesa irei feliz
    Uma vila camponesa terei enfim
    Out./nov. 2011

    quinta-feira, 3 de novembro de 2011

    meu falso ego

    Ruminante
    Estou fazendo que nem vocês
    E vocês fazem que nem eles
    Eles fazendo de conta
    E todos acreditando


    Pra onde foi à identidade
    A vida real a se viver
    Será que ela existe?
    Ou usamos a ficção?


    Tem nada não
    O mundo da volta
    O tempo é escasso
    A órbita em repetição


    Toda etimologia retratada
    Porem as ideias infinitas
    Colocadas sobre a mesa
    Prato, talher e copo


    Não importa o estado
    Solido, liquido e gasoso
    Tampouco será ingerido
    O que é que faz sentido?

    Pra onde foi à boa vontade
    Vergonha na cara não existe mais
    O que fazer como agir é a sacada
    Todo mundo sabe e faz de conta


    Tesoura pra todo lado
    Sem sair de cima do trilho
    To afim de sair fora do eixo
    Ta tudo grampeado, mapeado


    To de mal com o mundo
    Vou girar o globo no dedo
    Um lunático ao léu e sonhador
    Levado ao vento noroeste sem freio


    A síndrome do fantasminha camarada
    Com um pensamento na cabeça invento
    Visões imaginárias e sons sem contexto
    Sem se preocupar se entendam o sentido


    Escrever desde então é a minha descarga
    Estou me resgatando hoje como sempre
    Quando aqui cheguei como uma pedra bruta
    Permito-me lapidar ate atingir meu auge


    Com cada pessoa é de um jeito
    Não tem como ser o mesmo todo tempo
    Politica uma mascara do suborno
    Cuidado para não pirar as vias sociais


    A de quem se promova
    Nas custas os custos
    De que adiantam os justos
    Servem para ser trapaceados


    Assim que sou e assim serei
    Catalisador sem peneira
    Uma espécie extinta
    Acreditem ou não...
    Agosto/setembro 2011