quinta-feira, 25 de agosto de 2011

um pouco mais de eu

Âmago
A ferocidade de um guerreiro que busca intensamente seu objetivo maior
Sua conquista interior
Sem se preocupar com a hostilidade que hoje passa por reparos evolutivos
Tendo como arma a amizade
Respirar fundo e contar ate dez é a grande sacada

A meditação me mostra o verdadeiro equilíbrio
Vou onde eu quero
Me banho a luz que alimenta meu espírito desnutrido

De dentro da toca venho acordando de uma longa hibernação
Sem represarias e desforras aqueles que usurpam as regras

Sonhamos um com o outro
E em seu sonho eu era aquela pessoa estranha que você conhecia
Só que ao acordar não se lembrava de mim

Sou mal interpretado
Porem já não mais me preocupa tamanho desdém
Aos poucos estou me distanciando sem que percebam
Porem os atos e as palavras ficará desperto para o amanha

Não aprendo a jogar tal jogo por opção
A posição de atuação é irrelevante perante a competição

O que é que você quer?
Que eu me renda aos seus caprichos
Já passei da fase de engatinhar
Meu andador ficara para meu neto

Não somos nem sombra daquilo que aparentamos ser
Julga-se por aquilo que se vê
A essência vem de dentro para fora
A superficialidade é mais cômoda
Como estar por cima da carne seca (só não vamos deixar salgar muito)
Esturricar no sol é mero detalhe
O chão do sertão virou peça de quebra cabeça que não se encaixa mais

Onde quer que eu estenda a mão não vejo reciprocidade
Vamos escolher um final feliz
Apague o que o passado machucou
Amanha nos encontraremos aos mesmos interesses

Porque não me dizem o que se tem a fazer
Minha brutalidade é tamanha assim?!?!

Parei um livro pela metade, me interessei por outro
Algumas belas obras de arte me chamaram atenção
A beleza do nu artístico
A mesa posta à mesa
Duquesas e Mileides que posam para o 3x4 da época com sua força e poder da beleza
Coronéis e Marechais com sua imponência
Escravos com sua simplicidade e carisma
Esculturas que exibem a perfeição anatômica do homem
Sem saber ao certo o que vem de seu âmago
Outubro/2008

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

depois da náusea emerge a poesia (tem que doer pra escrever)

A esperança de uma ilusão
Guardei um vinho há anos
Esperando uma situação especial
Ela não saia da minha mente
Só que também nunca aparecia
Quando dava um fio de esperança
Corria como uma criança com medo
Quanto tempo levei para entender
Que ela não tinha nada comigo
Apenas curiosidades como coisas da infância

Aquele vinho tinha um momento especial sim
Só que comigo mesmo porque eu a criei
Tanto tempo se passou que a vaidade me abandonou
Fiquei sem saber que dia era e que horas são
Somente esperando o momento da emoção

As cinzas da noite passada em meu cachimbo
Foi o que me restou ao amanhecer
Assim não vai dar para amadurecer
Mas é preciso insistir quando se quer crescer

Não tem mais o que me distraia
Passei minha vida ate os dias de hoje
Procurando saber meu verdadeiro sentido
Tantos motivos que apareceram na contra-mao
Que eu queria que estivesse na mesma direção
Pareciam que queriam apenas aguçar minhas vontades
Fui forte em segurar a onda e aceitar por ser civilizado
Jamais deixarei me levar ao que venha ser desajuizado

Quero a alegria do palhaço mais engraçado
Que vive da platéia animada e do aplauso
O riso que não se confunde com o amarelo
Apenas a intenção do que é puro por ser belo
Já que seu ato é singelo

Escrevo na primeira pessoa quase que sempre
Se colocar no lugar dos outros agrega a gente
Exercita o bom senso e enriquece a mente

Hoje escrevo e desenho na parede do meu quarto
Rimo com versos e cores meus pensamentos
Artes vibrantes que venha a ser coletiva
Por pensar e viver o que muitos calados
Não exprimem por falta de coragem

Quero tanto poder sair mundo a fora
Quero tanto poder querer o bem geral
Quero tanto poder ter aquela receita
Quero tanto poder entender e crer
Que um dia todos caminharão juntos
Por mais que tudo isso não passe de uma mera ilusão
Agosto/2009

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

saudade master de quando brincava no jardín de los mis abuelos!!! hummm

Jardín
O luzir da manhã que se apresenta ao novo dia
juntamente com os raios do sol ou ate mesmo a chuva e aquele dia cinza
alimentem as rosas do seu jardim,

que estejam sempre acompanhadas das abelhas que coletam o sumo
para que a sua colméia esteja sempre repleta do mais puro mel/
contrastando o fel-da-terra para seu equilíbrio juntamente com as hortelãs/

onde o derradeiro da tarde por sua vez leve o crepúsculo todo lentamente
dando tempo necessário para que as formigas os besouros os tatus se recolham para seus  habitats, ladeados uns aos outros em perfeita sincronia e igualdade

onde também o sereno da madrugada deixe uma película de cristal sobre todo o seu jardim
espalhando magia e exalando um leve aroma de jasmim
para que as borboletas e as libélulas assim possam flutuar
por todas as vidas existentes em seu belo jardim...’’

quanta biodiversidade não!!!
que o falso jardineiro queira se quer por os olhos sobre seu jardim... Jamais...
Abril/2006

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

o futebol: um dia vestiram essa camisa

90' minutos
quero prestigiar apenas os noventa minutos
com apenas tolerância nos acréscimos
e nada mais
vou comemorar, gritar e até mesmo insultar a mãe do juiz
que nada me diz
nossos jogadores (material humano) são os melhores
seja lá, dentro como fora do campo
juntamente com a mídia enriquecendo-o$-$e
$obre $eu$ contrato$ de marketing
enquanto isso na sala de justiça (senado)
criam projetos – FOME ZERO – a fome já não é mais zero
e o povo por sua vez se rende a prorrogação
que é uma verdadeira negação a nação
nessa terra, o que se planta colhe
mas o que é colhido se exporta e assim continuamos a nos permitir alienados
cegos, surdos e mudos – exatamente como eles querem
chega de cinzas, do cinema mudo e preto e branco, está proeza cabe apenas ao Chaplin
e o sabor do chocolate amargo
precisamos de mordenistas pois o romantismo já virou peça de museu!!!
quando chegar nos pênaltis
o médico já terá assinado minha certidão de óbito
falecimento múltiplo dos sentidos
Julho/2006

quinta-feira, 28 de julho de 2011

começa denso mas depois melhora

Silhueta fugidia
Abstinência por tal sentimento
Tremedeira dor e rejeição
Um mix denso e amargo

A agua bateu na bunda
Não há quem não se confunda
Jogadas e melindres aos olhos inunda

Tapar o sol com a peneira
Usar um saco sem fundo
Só pra fazer de conta

Um tufão e o coração cristalizado
Tal remédio pra sanar o sentimento
Se livrar por instantes do desassossego

Dormir para não pensar em nada
Usado por um tempo em troca da solidão
Meros palavrões que denigrem em contramão

Soco na ponta do queixo
Boxeador beija a lona sem jeito
Poucos segundos pela recuperação

Assim a vida segue
Com cada tombo pra que serve
De todo recomeço de que se ergue

Primaveras e Verões
Seguido de Outonos e Invernos
A cara no calendário de cada estação

Temporadas e semestres
Época o momento que marcou
Em cada tempo uma nova geração

As tribos marcadas a letras do alfabeto
X Y Z e a falta de criatividade se foi assim
A redução toma conta por falta de espaço

Toda ocasião é mero detalhe
Ate o instante que se da importância
Quão a peregrinada mostra os atalhos
A cada caminhada uma nova calçada

A ampulheta quando virada é acionada
O tempo segue sem pausas friamente
De nada interessa o certo ou errado
Cada significado tem proveito pessoal

Seguir o caminhante dentre o bosque
Homem da habilidade do arco e flecha
Como todo Super-herói livre e infalível
Sir Robin Hood!!!
Junho/Julho 2011

sexta-feira, 15 de julho de 2011

assim como Romeu e Julieta.......

Meu tesouro maior
Branca como o leite - Quero me embebedar - Ate desenhar um bigode em branco
Doce como o mel - Quero me lambuzar - Ate deixar os lábios untuosos
Verde como uva - Quero me fartar - Ate não mais agüentar
Cheirosa como as rosas - Quero me perder - Ate decifrar o aroma

Quero me embebedar
Quero me lambuzar
Quero me fartar
Quero me perder

Ate desenhar um bigode em branco
Ate deixar os lábios untuosos
Ate não mais agüentar
Ate decifrar o aroma

Adoro roubar um sorriso teu sem que perceba
O perfume que combina com a pele e ativa meus instintos
A roupa que complementa o estado de ser
O cabelo volta e meia com um penteado que a renova

Perdi-me em seus encantos e não existe poção para essa cura
Também não faço questão de voltar à lucidez
Estou marcado e aprisionado em seu mundo

Um residente e eterno pretendente
Titular em todas as ocasiões sem se preocupar com as conseqüências
Para as emoções incontidas não existe controle
Se policiar a sua presença é como violar uma lei

Fico mudo
O que eu disser pode ser usado contra mim no tribunal
Faço questão de tal condenação
E aprisionar meu coração

Vejo que tudo não passa de um sonho que um dia alcançarei
Diante tudo aquilo que desenhei
Abril/2009

sexta-feira, 8 de julho de 2011

uma daquelas historinhas para criança dormir...

Alquimia
És um anjo e fada
És uma princesa e camponesa
Viveu em mundos mágicos
Viveu em mundos feudais
Da realeza a plebe
De A a Z

Passou por labirintos de florestas
Ultrapassou camadas e planos
Mundos e fundos
Crenças que há levaram ao medo e desejo de seu próprio ceticismo
Mesmo assim não deixa de nutrir suas fantasias

A idealização de seus dogmas
Curandeiros – ilusões óticas – astrologia – escritas sagradas
O folclore é sua chama, seu grito que clama a bela e fera
A sabedoria que compreende a própria limitação material e espiritual
A sutileza da beleza com a brutalidade da rebeldia

Tens uma princesa e um cavalheiro
Seus tesouros resgatados do reino abissal
Que hoje a protegem do mundo real
Setembro/2007